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Terra do Nunca O conto que não contei O batimento não é o mesmo e qualquer sinal de derrota vira motivo. Qualquer motivo vira tristeza. Qualquer tristeza vira desânimo. E todo desânimo espanta o sorriso. Sorriso antes tão presente e tão necessário pra empurrar a carroça. O vermelho vira preto e branco. A vontade é de sumir. Mas ele não para de bater e acaba acelerando a lágrima que não para de escorrer. E dói. E seca. E cicatriza. Mas deixa marca. E marcas são pra sempre. Marcas ficam lá, como se fossem lembretes ou sinais luminosos te fazendo passar por tudo aquilo de novo. E o novo não tem graça. Porque nenhum bom motivo é capaz de superar o sentimento de perda, de ausência, de saudade. Aquele sorriso ficou perdido no meio da confusão. Ninguém consegue ver, mas ele não bate com antes. Ele tenta deixar o pulso firme, mas está marcado, selado, jurado pra ser assim... E a menina perdida sente falta dela mesmo. Sente falta da motivação de querer mais. E prefere se esconder das flechas que a seguem como armas ferozes. Elas tem vida e não deixam o coração dormir em paz. Vulnerável, ele segue sozinho. Vulnerável, ele sofre como se estivesse envenenado. E bebe do próprio veneno que se espalha pelo resto do corpo até chegar nas mãos que ficam molhadas de tanto tapar os olhos. Mas seca. Cicatriza. E volta a bater. Mas a marca fica. O mundo parece insensível e imperfeito pro coração que só quer finalmente, morrer de amor... Escrito por Borboleta às 22h38 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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